Alta e baixa: comece com duas temporadas
Não comece com dez faixas de preço. Comece com duas: baixa e alta. Baixa é o preço que enche a pousada num dia comum. Alta é o preço dos períodos em que a procura é maior que a oferta: férias de julho, réveillon, feriados prolongados, temporada de praia ou de romaria na sua cidade.
Olhe a ocupação do ano passado, se tiver. Os meses em que você lotou com antecedência são a alta. Os meses em que sobrou quarto são a baixa. O preço de alta precisa ser alto o bastante pra não lotar na primeira semana de venda.
Três jeitos de montar a tabela
Existem três formas de definir a tarifa de temporada, e cada pousada se dá melhor com uma delas. O importante é escolher uma e aplicar igual em todos os canais.
- Valor fixo: cada tipo de quarto tem um preço na alta e outro na baixa. Simples de explicar na recepção.
- Percentual: a alta é a baixa mais uma porcentagem. Fácil de manter quando o preço base muda.
- Por tipo de quarto: a suíte sobe mais que o quarto padrão na alta, porque a procura por ela cresce mais. Dá mais trabalho, mas rende mais.
Feriados e eventos: use um calendário
Feriado não é temporada, é pico. Carnaval, Semana Santa, Corpus Christi e os feriados de outubro e novembro merecem preço próprio, mesmo que caiam na baixa. O mesmo vale pra eventos da sua cidade: festa do padroeiro, show, congresso, romaria grande.
Monte um calendário com essas datas uma vez e reaproveite todo ano. A data muda, a regra não. Assim você não descobre em março que esqueceu de subir o preço da Páscoa e a Booking vendeu o feriado inteiro a preço de semana.
Mínimo de noites e regras de chegada
Na alta e no feriado, a reserva de uma noite só custa caro: ocupa o quarto no dia bom e deixa buraco no resto. A estadia mínima resolve: duas ou três noites no feriado prolongado, cinco ou sete no réveillon, conforme o seu movimento.
Combine com regras de chegada e saída. Se o feriado começa na quinta, aceitar chegada só na quinta e na sexta impede a reserva que chega no sábado e sai no domingo quebrando o período. Essas regras precisam valer na OTA também, senão o canal vende o que o balcão não venderia.
Com café e sem café
Café da manhã é custo e é argumento de venda. Ter as duas versões da tarifa, com e sem café, deixa o hóspede escolher e deixa claro o que está incluso. Na OTA, isso aparece como duas opções do mesmo quarto. Na recepção, o sistema precisa saber qual foi vendida pra conta fechar certa.
Não deixe a diferença pequena demais. Se o café custa pra você, o preço com café precisa cobrir isso com folga, senão é melhor nem oferecer a opção sem.
Como o Domoh ajuda
No Domoh, você cadastra alta e baixa temporada por período nos três modos: valor fixo, percentual ou por tipo de quarto. Calendários de feriados e eventos são montados uma vez e reaproveitados, inclusive entre hotéis da mesma conta. A tarifa pode ser por tipo e por quarto, com versão com e sem café, e o módulo de distribuição leva o mesmo preço, a estadia mínima e as regras de chegada e saída pras OTAs. Conforme a ocupação sobe, o sistema sugere preço por IA, e você decide se aceita.